2 anos depois…

Há dois anos iniciei meu tratamento com antirretrovirais. Dia 15/4 descobri ser portador do vírus HIV. Não sabia nada. 1 mês depois descobri que tinha Aids também. Meu CD4 era 190. Confesso que senti medo. Não sabia nada sobre a doença. Confiei todo meu tratamento à Dra @cydiasouza. Ela foi a responsável por tirar todas as minhas neuras. Confiante segui meu tratamento e corri atrás para me tornar indetectável e saudável. Foram seis meses de muita paciência para sair do diagnóstico Aids e me tornar indetectável. Hoje sou saudável. Sei exatamente como estou por dentro. Zero IST (infecções sexualmente transmissíveis). HIV existe na minha corrente sanguínea mas não em quantidade suficiente para me fazer mal ou contaminar outra pessoa, caso eu venha fazer sexo sem proteção. Não existe grupo de risco e sim situação de risco. Hoje temos PrEP, PeP e preservativos. Faça sexo sem proteção com a pessoa que você tem certeza ser negativo. Ainda existe muito preconceito conosco, soropositivos. A minha arma contra a intolerância é a informação. Por isso abri a minha vida. Para ajudar outras pessoas. E se você não sabe o seu resultado. Faça. O vírus só faz mal a gente se não cuidarmos. De resto é vida normal e aparência saudável.

Brasil registra queda de 16% no número de detecções de Aids

Ministério da Saúde fez balanço nesta terça-feira (27), véspera do Dia Mundial de Luta contra a Aids. Taxa de mortalidade também caiu nos últimos quatro anos.

Por Luiza Garonce e Tatiana Coelho, G1 

O Brasil registrou uma redução de 16% no número de detecções de Aids nos últimos seis anos, segundo o Boletim Epidemiológico divulgado nesta terça-feira (27) pelo Ministério da Saúde.

Em 2012, a taxa de detecção era de 21,7 casos por cada 100 mil habitantes e, em 2017, foram 18,3, uma queda de 15,7%. 

Ainda segundo o boletim, nos últimos quatro anos também houve queda de 16,5% na taxa de mortalidade pela síndrome passando de 5,7 mortes por 100 mil habitantes em 2014 para 4,8 óbitos em 2017.

Para o ministério, a ampliação do acesso à testagem e a redução do tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento são razões para a queda. O diagnóstico precoce é importante para que a pessoa com o vírus HIV não desenvolva Aids e controle o vírus no organismo com os remédios disponíveis.

O boletim mostra ainda a diminuição da transmissão vertical do HIV, quando o bebê é infectado durante a gestação. A taxa de detecção de HIV em bebês reduziu em 43% entre 2007 e 2017, caindo de 3,5 casos para 2 por cada 100 mil habitantes. O aumento de testes realizados na Rede Cegonha contribuiu para a identificação de novos casos em gestantes. Em 2017, a taxa de detecção foi de 2,8 casos por 100 mil habitantes. 

Nos últimos 7 anos, houve ainda redução de 56% de infecções de HIV em crianças expostas ao vírus após 18 meses de acompanhamento. Os novos dados ainda mostram que 73% das novas infecções de HIV ocorrem no sexo masculino, sendo que 70% dos casos entre homens estão na faixa de 15 a 39 anos.

De 1980 a junho de 2018, o Brasil registrou 926.742 casos de Aids no Brasil, uma média de 40 mil novos casos por ano. O número anual de casos de Aids vem diminuindo desde 2013, quando atingiu 43.269 casos; em 2017 foram registrados 37.791 casos.

Leia a matéria na íntegra clicando aqui.

Live no Instagram

Em breve contarei mais sobre essa novidade. Mas posso antecipar que eu + Dra Cydia de Souza faremos um bate-papo ao vivo aos domingos para você poder tirar dúvidas sobre IST (infecções sexualmente transmissíveis) e principalmente HIV/AIDS. Nosso intuito é levar informação para as redes. Cola na gente e fique ligado. Em breve jogo a nossa agenda do live.

Meu IG: @blogueiropositivo

IG Dra Cydia: @cydiasouza

Um possível governo fascista pode interromper a distribuição de medicamentos contra HIV/Aids no Brasil?

Entenda o que pode acontecer com a distribuição de antirretrovirais no país caso o Brasil venha ter um presidente que já deu declarações preconceituosas sobre o tratamento gratuito de pacientes soropositivos. Ao apertar o play você eliminará todas as suas dúvidas como eu fiz com a minha infectologista, a Dra Cydia de Souza, e ainda poderá ajudar outros HIV Positivos espalhando informação e compartilhando esse post.

Passivos: a importância do sexo seguro.

Eventualmente recebo mensagens de leitores com dúvidas sobre quem corre mais risco: ativos ou passivos?

A revista Veja publicou em 8 de fevereiro de 2017 uma matéria sobre esse assunto. Para você ter acesso à publicação clique aqui.

Prevenção

Intervenções com tratamento antirretroviral, como a profilaxia pré e pós-exposição, são efetivos na diminuição do HIV. No entanto, a utilização de preservativos e o aconselhamento individual ainda são elementos cruciais para a prevenção. A profilaxia pós-exposição deve ser indicada nas primeiras 72 horas do risco real e mantida por um período de quatro semanas.

Outra forma de diminuição de risco é através da circuncisão, que se mostrou efetiva em até 60% na transmissão entre homens que fazem sexo com homens. O mesmo não ocorre no caso da relação homem/mulher, refletindo a concentração de HIV nas secreções vaginais.

No caso de parceiros discordantes (quando apenas um deles tem o vírus HIV), recomenda-se o tratamento antirretroviral para os infectados e, como estratégia de prevenção, a profilaxia pré-exposição para os parceiros não contaminados, por um período de três a quatro meses, quando a carga de vírus do parceiro infectado deve se tornar indetectável.